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08-04-2020

Categoria: Santuário

O que cada dia da Semana Santa pode nos ensinar

 

Os tempos litúrgicos da Igreja são marcados por simbologias. Todas com um só objetivo: nos aproximar do Pai e nos ajudar a vivenciar cada momento. Neste tempo não é diferente. Logo na abertura da quaresma, na quarta-feira já começamos com o rito das cinzas, que nos lembra da penitência e da humildade de reconhecermos que somos pó, ou seja, a nossa vida terrena é passageira, precisamos ter os olhos voltados para o eterno.

O Domingo da Paixão, mais conhecido pelos fiéis como Domingo de Ramos, é marcado pelo evangelho que nos recorda o início da caminhada de Jesus  para o calvário, mas antes, Ele fez a entrada triunfal em Jerusalém, acolhido por uma multidão com ramos nas mãos, que o aclama como Aquele que estava por vir, o Messias, o filho de Davi.

Os ramos não são amuletos e nem não são símbolos de sorte. Eles simbolizam o acolhimento do Messias em nossa vida. Principalmente neste momento em que vivemos, onde a Igreja nos chama a acompanhar de nossas casas as celebrações litúrgicas. Este e todos os outros símbolos precisam nos ajudar a fazer memória do caminho percorrido pelo Senhor, da necessidade de estarmos unidos a Ele nesta semana, independente das circunstâncias.

Ao fazer a ornamentação com os ramos em nossas casas, exclamamos: “Hosana”, “Bendito o que vem!”. E assim, deixamos claro que o nosso coração está aberto para acolher o redentor, Aquele que veio para nos libertar do pecado e da morte.

Na quarta-feira santa celebramos o encontro de Jesus com sua mãe. Um dos símbolos deste dia que marca o coração da Igreja é o momento em que Verônica enxuga o rosto de Jesus e o rosto cheio de sangue do Salvador, fica marcado no lenço da mulher piedosa. Neste dia somos convidados a sermos como a mãe do Senhor e como aquela mulher que lhe enxugou o rosto. Ou seja, a vivermos com Ele o seu sofrimento, a enxugar o seu rosto com nossas atitudes de amor, de recolhimento e de arrependimento das nossas faltas.

Em seguida, na quinta-feira santa, três acontecimentos chamam a atenção: a última ceia, o lava-pés e a instituição sacerdotal. Ali o Senhor deixa o ensinamento de que precisamos servir o próximo, se quisermos seguir os seus passos. O gesto de lavar os pés dos discípulos simboliza o chamado ao serviço e à humildade. Deixa-nos também o mais belo dos tesouros: a eucaristia. Ao distribuir pão e vinho na última ceia, naquela noite que antecedeu o seu sofrimento, garante aos apóstolos o alimento espiritual para continuarem sua missão e os deixam responsáveis para concedê-lo àqueles que viessem até eles, instituindo assim, o sacerdócio.

Desta forma, na quinta-feira santa podemos, de nossas casas, lavar os pés uns dos outros, podemos fazer algo de bom pelos nossos e por todos os que sofrem, recordando o exemplo deixado por Jesus.

Assim, na quinta-feira, lembramos que a instituição eucarística não se trata de uma simbologia, mas o pão e o vinho sempre nos recordarão o amor e o sacrifício do Bom Jesus oferecido ao Pai. E, com a instituição sacerdotal, devemos rezar por aqueles que foram escolhidos para doarem suas vidas, integralmente, e fazerem o que fez o Bom Jesus.

O sábado Santo é o dia de silêncio. Não há sentido no mundo se o Messias não está entre nós. É um dia em que até mesmo a natureza se transforma, silencia e aguarda. Logo no fim do dia, na celebração da vigília pascal, o silêncio dá lugar aos preparativos para a festa da ressurreição.

A celebração da noite do sábado santo é marcada por quatro partes: celebração da luz, liturgia da Palavra, liturgia batismal e liturgia eucarística. A luz é simbolizada pelo fogo que é abençoado para acender o círio pascal.  Após a benção do fogo e ascendimento do círio segue a proclamação das leituras bíblicas que relembram o que Deus fez pelo povo e o cumprimento das promessas de salvação em Jesus Cristo. A renovação do batismo ou o batismo dos que se prepararam para receber o sacramento neste dia vem relembrar os cristãos do compromisso com o Senhor.

O ápice do sábado santo acontece na eucaristia. Vivemos um dia sem comunhão, desde a sexta-feira, logo, nesta celebração recebemos o convite para participarmos da vida do Ressuscitado.

O Domingo da Ressurreição é o dia em que Maria Madalena encontra o túmulo vazio e que Jesus ressuscitado aparece para ela, fazendo-a anunciar a todos: Ele vive, Ele ressuscitou, aleluia!

Percebemos então que todo esse o tempo quaresmal e o Tríduo Pascal culminando no Domingo da Páscoa, é marcado pelos símbolos que contam a história da salvação e que nos chamam a vivê-la.

Neste ano, sabemos que este tempo forte não pode ser vivido com a presença dos fiéis em nossas igrejas. Mas, a simbologia desse tempo nos ajuda a estar mais próximos. Que da sua casa você possa reviver o lava-pés, acender uma vela e rezar com as leituras bíblicas.

Que você possa estar com os seus e juntos, pelos nossos meios de comunicação, vivenciarmos o caminho do calvário que leva à ressurreição.

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