Buscar

Fundador

Menu: Santuário

Fundador

O abrigo foi descoberto em 1691 pelo português Francisco Mendonça Mar, que exercia, como seu pai, a profissão de ourives e pintor. Com vinte e poucos anos de idade, em 1679, chegou a Salvador da Bahia, onde instalou sua própria oficina. Em 1688, foi encarregado de pintar o palácio do Governador Geral do Brasil, em Salvador, mas, ao invés de receber o pagamento, Francisco foi levado à cadeia e cruelmente açoitado. Tocado pela divina graça, reconhecendo a vaidade do mundo, ele aprendeu que a única coisa que vale é a salvação. Distribuindo seus bens, fez-se pobre e, acompanhado de uma imagem do Cristo crucificado, enveredou-se pelo sertão adentro. Caminhou entre tribos de índios antropófagos, passou fome, sofreu o calor do sol.

Uma tarde, depois de vários meses de incessante caminhada, avistou um morro, subiu uma áspera ladeira e, por uma abertura na pedra, penetrou numa gruta. Lá dentro, encontrou uma cavidade ideal para colocar a cruz que levava. Ali, à margem do rio São Francisco, começou uma vida de eremita.

Dedicado à oração e à penitência, o monge logo percebeu que o amor a Deus não pode ser isolado da vida; então começou a trabalhar em favor dos mais necessitados, trazendo para junto de si pobres, doentes, infelizes e aleijados, a fim de servi-los com amor.

No ano de 1702, a pedido do arcebispo da Bahia, dom Sebastião Monteiro de Vide, foi a Salvador preparar-se para o sacerdócio. Estudou durante três anos e, em 1705, foi ordenado padre tomando o nome de Padre Francisco da Soledade. Após a ordenação, voltou à Lapa onde viveu até sua morte, em 1722.

Aqui, à margem do Rio São Francisco, começou uma vida de eremita, na solidão e oração, venerando o Senhor Bom Jesus, que morreu na cruz pela nossa salvação e louvando a Maria, Sua Mãe, a Virgem da Soledade.

Esta gruta, anteriormente habitação de onças, tornou-se a morada dele e logo foi convertida por Francisco em lugar de oração, em templo católico! Tudo isso em 1691.

Dedicado à oração e à penitência, “O MONGE” Francisco, percebeu logo que o amor a Deus não pode ser isolado da vida, mas inserido nela. Então, começou o trabalho em favor dos mais necessitados. Trazia ele para junto de si os pobres, doentes, infelizes e aleijados, a fim de servi-los com amor, desenvolvendo seu apostolado também entre os índios da redondeza.

Ao mesmo tempo em que Francisco descobriu a Gruta do Bom Jesus, foram descobertas as primeiras minas de ouro no território, que se chamaria posteriormente Minas Gerais.

E o Rio São Francisco era na época o melhor e único caminho de penetrar no interior do Brasil. Diz Euclides da Cunha no seu livro "Os Sertões": "Vedado nos caminhos diretos e normais à costa, mais curtos, porém, interrompidos pelos paredões das serras ou trancados pelas matas, o acesso fazia-se pelo Rio São Francisco. Abrindo aos exploradores duas estradas únicas, à nascente e à foz, levando os homens do sul ao encontro dos homens do norte. O grande rio erigia-se desde o princípio com a feição entre as duas sociedades que não se conheciam…".

Daí começou o movimento. Levas intermináveis de aventureiros, caçadores de ouro, mascates e vaqueiros, subiam o Rio São Francisco, fazendo pouso nesta Lapa, para rezar, fazer promessas, dar graças a Deus perante as imagens do Bom Jesus e de Nossa Senhora da Soledade, colocadas pelo Monge num altar da capela-mor da Gruta.

Pelo seu exemplo e pelas suas palavras, Francisco, “O Monge da Gruta”, conseguiu fazer brotar nos corações de muita gente o amor ao Bom Jesus e à Sua Santa Mãe.

Como exemplo de fé viva e amor, construiu às portas da gruta, o primeiro hospital de doentes e o asilo dos pobres, sendo ele próprio enfermeiro e protetor daquela gente sofredora.

Francisco mostrava a imagem do Bom Jesus pregado na cruz para todos aqueles que curava, dizendo-lhes que foi o Bom Jesus quem fez aquela cura e ainda deseja curar dentro de nós todos os males que prejudicam nossa pessoa e a do nosso próximo.

Eventos

Campanha

Espiritualidade

×

Próximo
evento: